“O exercício da profissão docente requer uma sólida formação, não apenas nos conteúdos científicos próprios da disciplina, como também nos aspectos correspondentes a sua didática, ao encaminhamento das diversas variáveis que caracterizam a docência, sua preparação e constante atualização”. (RAMALHO, 2006) Diante disso, esta prática possibilitou mais uma oportunidade de reflexão sobre o papel do professor, a realidade escolar, a universidade, a formação acadêmica, pessoal, profissional e os novos conhecimentos entre outros.
20 de junho de 2010
Reflexão 10° Semana
“O exercício da profissão docente requer uma sólida formação, não apenas nos conteúdos científicos próprios da disciplina, como também nos aspectos correspondentes a sua didática, ao encaminhamento das diversas variáveis que caracterizam a docência, sua preparação e constante atualização”. (RAMALHO, 2006) Diante disso, esta prática possibilitou mais uma oportunidade de reflexão sobre o papel do professor, a realidade escolar, a universidade, a formação acadêmica, pessoal, profissional e os novos conhecimentos entre outros.
13 de junho de 2010
Reflexão 9° semana
Segundo Piaget “Quando brinca, a criança assimila o mundo a sua maneira, sem compromisso com a realidade, pois sua interação com o objeto não depende da natureza do objeto, mas da função que a criança lhe atribui”.
6 de junho de 2010
Reflexão 8° semana
Segundo (MEC/SEF, 1998, p.166, v.3), “O trabalho com os conhecimentos derivados das ciências deve ser voltado para a ampliação de experiências das crianças e para a construção de conhecimentos diversificados sobre o meio social e natural”.
Nesse sentido, refere-se a pluralidade de fenômenos e acontecimentos físicos, biológicos, geográficos, históricos e culturais. Ao conhecimento da diversidade de explicação de representar o mundo, do contato com as explicações cientificas e a possibilidade de conhecer e construir novas formas de pensar sobre os eventos que os cercam”. O mesmo texto ainda destaca “... a importância de colocar as crianças em contato com diferentes elementos, fenômenos e acontecimentos do mundo e que, ao fazer isto, elas sejam instigadas por questões significativas para observá-las e tenham acesso de modos variados a compreendê-los e representa-los”. (MEC/SEF, 1898, p.166, v.3)
Diante disso, nesta semana propus o tema Eu e o Meio – Meio Ambiente, considerando além do tema, a comemoração do dia do MEIO AMBIENTE 05/06. Iniciamos a primeira aula partindo duma conversa informal questionando sobre o Meio Ambiente, para sabermos sobre os conhecimentos prévios e atitudes dos alunos a respeito do assunto. Listaram diversos elementos que fazem parte da “Natureza”, como: animais, água, terra, casas, pessoas, alimentos, árvores... Na terça-feira, retomamos o assunto, onde abordaram os amigos da natureza e os inimigos, registram através de desenhos, após fizemos uma saída de campo, na quadra da escola observando e coletando os lixos nas ruas e locais públicos, posteriormente foi entregue ao caminhão que faz a coleta. Na quarta-feira, o reconhecimento através dos símbolos e cores da importância de utilizar corretamente as lixeiras públicas, assim como da coleta seletiva dos resíduos recicláveis. Finalizamos a semana com a construção de brinquedos usando materiais recicláveis.
Segundo WINNICOTT (1982) como ABERASTURY (1992), “identificam o brinquedo como a melhor forma de expressão da criança”.
A cada semana que passa, é notável o envolvimento, interesse e participação das crianças em tudo o que fazem. Conversamos sobre o que aprenderam sobre o Meio Ambiente, logo comentaram “sobre o lixo, a separação do mesmo, as cores e símbolos das lixeiras e o que devemos colocar em cada uma delas.O cuidado com a água e a natureza, por que senão não teremos mais comida para comer”.
Logo, acredito ter sido uma semana de trabalhos, onde alguns registros ficaram nas suas memórias e poderão contribuir, para que possam no dia-a-dia, se formarem cidadãos conscientes para um mundo mais sustentável.
Conforme PIAGET “O conhecimento não está no sujeito e nem no somatório dos dois visto que entre eles existe a ação e esta é que permitirá ao sujeito construir seu conhecimento. O sujeito não é passivo nem pré-formado, mas interage com o meio e nesta interação constrói o conhecimento através de descobertas e investigações”.
30 de maio de 2010
Reflexão 7° Semana
Para desenvolver o planejamento foi necessário praticar atividades lúdicas, envolvendo a linguagem oral, corporal, jogos, brincadeiras, assim como, o uso de diferentes recursos para o desenvolvimento intelectual, (levando em consideração os fatores emocionais e afetivos), físico (expressando a coordenação motora e visual), perceptual e social.
Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, é necessário que haja uma intencionalidade educativa e isto quer dizer: planejar prever etapas para alcançar objetivos definidos e extrair das alternativas as atividades que lhe forem decorrentes. Ou seja, tanto o jogo quanto a matemática nesta fase de Educação Infantil, deve percorrer caminhos em conjunto, principalmente se levarmos em consideração de que a criança nesta faixa etária pode construir conhecimentos sobre qual quer área num contexto que lhe seja favorável, vivenciando situações, refletindo sobre elas, levantando hipóteses, estabelecendo conclusões e comunicando-as, dividindo com o outro o seu pensar. É interessante assim, salientar que as crianças nesta faixa etária conforme PIAGET & INHELDER p. 14-5, referindo-se habilidade de comunicar-se e do uso da linguagem “Em todos os níveis, a linguagem ambiente é assimilada sistematicamente às estruturas do sujeito e, se aquela contribui para modificar estas, nem por isso lhes esta menos subordinado, inicialmente, no tocante á sua interpretação [...]”.
Diante disso, a evidencia deu-se na interação das crianças durante o processo do desenvolvimento e execução das aulas, a cada dia que passa participam espontaneamente, demonstrando gosto e satisfação pelo que fazem. Comunicam-se utilizando a linguagem não fugindo das características desta faixa etária, mas agora com mais desinibição, articulação notado-se a comunicação prazerosa e instrumento para a construção de novos conhecimentos.
23 de maio de 2010
Reflexão 6° semana
A evidência desta semana deu-se na visita da Tutora do Estágio Graciela, e nas informações equivocadas recebidas.
Em relação a visita da supervisão, acredito ser este um momento muito importante, chegar até a escola, conhecer presencialmente como é o contexto escolar e a prática em si. Esta prática de estágio vem sendo um desafio.
Fui ouvida, pude expor o trabalho que desenvolvo, as produções realizadas com os alunos, esclarecer dúvidas e questões pertinentes ao assunto.
Os alunos se sentiram um pouco tímidos, atitude normal, interagiram normalmente. Também houve um momento de dialogo com a professora Débora Goldani que é a titular da turma.
Conforme Paulo Freire “Sem o diálogo não há comunicação e sem esta não há a verdadeira educação”.
Obrigada professora Graciela pelo estímulo, por me ouvir, me motivar, nesta caminhada.
16 de maio de 2010
Reflexão 5° semana
Diante disto, penso que a escola de educação infantil representa compromisso, responsabilidade, respeito ao conhecimento do outro, devendo estar atento aos interesses e necessidades das crianças, desenvolvendo atitudes que trabalhem a história de cada um, que eles se percebam cada vez mais integrantes do ambiente escolar, pois a escola faz parte de sua história pessoal e coletiva. Permanecem, as vezes, muito mais tempo sob cuidados dos trabalhadores da escola do que com sua própria família, daí a importância de se ter objetivos claros baseados em valores, ética, solidariedade, respeito as pessoas..., devido a convivência dessas crianças com os adultos, sendo que estes influenciam na sua formação.
A escola deve oportunizar a criança que ela sinta-se motivada, interessada, seja co-autora da construção de suas aprendizagens de forma autônoma e cooperativa.
8 de maio de 2010
Reflexão quarta semana
Diante do envolvimento dos pais, da escuta dos alunos estou observando o processo de aprendizagem destes, sua atenção, interesse, o respeito coletivo, a participação, interpretação, compreensão e as produções artísticas, desta faixa etária (quatro anos) em relação aos estágios cognitivos que aparece a função semiótica, o egocentrismo e características do pensamento simbólico. Desta forma, buscando evidenciar o progresso do educando na construção e reconstrução de seus conhecimentos, procurando identificar suas dificuldades (detalhes destes registros estão no meu pbworks) e (re)orientando para que o processo de aprendizagem possa efetuar-se considerando que este não é linear e nem idêntico entre as crianças.
Gostaria de ressaltar as palavras do educador Paulo Freire “antes de ensinar a ler as palavras era preciso ensina-los a ler o mundo”. Diante do exposto estou conhecendo a cada dia um pouco mais quem são os alunos que estou trabalhando, suas origens e identidade cultural, e ao mesmo tempo me auto avaliando e reconduzindo novos caminhos estimulando o aluno a expressar o que aprendeu diante do que já sabia.
2 de maio de 2010
Nesta fase de desenvolvimento em que os alunos se encontram (04 e 05 anos) faz-se necessário não vê-los apenas como habitualmente a escola fazia, focada em assistencialismo, mas é preciso considerar a diversidade cultural, social, as necessidades afetivas, cognitivas destas crianças.
É notório que se encontram na fase do egocentrismo, algumas não conseguem, durante as brincadeiras, dividir seus brinquedos com os colegas, resultando em choro e reclamações, dentre outras situações corriqueiras apresentadas no dia a dia.
Quanto a representação nos desenhos, de si mesmos ou de seus familiares, os fazem desenhando um circulo, correspondente a cabeça e linhas verticais indicando as pernas e os braços esticados horizontalmente. Alguns apresentam dificuldades, dizendo que não conseguem fazer esta representação.
Então, diante do que estou planejando, semanalmente, e pondo em pratica no meu dia a dia, estou fazendo o possível para dar o melhor e, assim, proporcionar aos alunos a possibilidade de observar, explorar o ambiente em que vivem utilizando-se de suas curiosidades de modo a perceberem-se como seres integrantes munidos de confiança diante de suas capacidades e limitações. Para esta faixa etária, percebo que a forma mais adequada de proporcionar isso aos alunos é através da expressão corporal, musical, oral e seus, ainda, poucos registros de escrita
25 de abril de 2010
2° semana: De Estágio
Durante esta semana trabalhei os órgãos dos sentidos e o corpo humano.
Procurei atuar sem dar respostas prontas, material xerocado e sim fazer com que cada um fosse construindo seus trabalhos a partir dos conhecimentos prévios.
Então, construímos: o traçado do corpo explorando os órgãos do sentido, painel com estatura dos alunos, identificação através das características pessoais e a foto de cada aluno, entre outras atividades que envolveram a expressão corporal, lateralidade, motricidade ampla e fina, o lúdico,danças, etc.
Planejei de forma que a execução do planejamento envolvesse ativamente todos alunos com autonomia, criticidade e criatividade.
Destaco ainda, outro aspecto a cerca da avaliação dos alunos da semana, este foi um espaço de análise para me auto avaliar e analisar o todo.
A partir dos relatos dos alunos penso que o processo de ensino aprendizagem ocorre a cada momento onde quer que estejamos.
19 de abril de 2010
Reflexão
Estou procurando me adaptar a esta modalidade de ensino, Educação Infantil, pois enquanto atuei como docente o fiz no Ensino Fundamental Séries Finais. Iniciei esta prática de estágio com o objetivo de vivenciar no dia a dia a prática da relação “teoria X prática”. O trabalho que estou desenvolvendo é com crianças na faixa de 4 a 5 anos.
Registros do trabalho que está sendo desenvolvidos encontram-se no meu wiki.
11 de abril de 2010
Reflexão/Ação
Durante a semana, retomei diversos materiais, produções, conteúdos..., abordados nas interdisciplinas do curso para colocar no papel o trabalho que irei desenvolver nesta
prática. Estou um tanto angustiada e apreensiva, por me deparar com uma realidade por mim não conhecida.
Creio que com muita dedicação, trabalho e esforço, como venho fazendo durante esta caminhada no PEAD, este período será mais uma peça, na troca de saberes e construção de novas aprendizagens.
5 de abril de 2010
Informações/Observações/Estágio
No dia 29/03, conversei com a professora titular, que se encontrava na Escola, pois a mesma está em férias, retornando na próxima semana. Conversamos sobre a rotina da turma, os espaços de recreação usados além do espaço físico da escola, a sexta-feira, dia em que os alunos trazem seus brinquedos de casa, se organizam por afinidades, sob os cuidados das professoras. Abordamos o tema - Eu e o meio em que vivo - a ser trabalhado durante o estágio. Detalhes sobre a escola, turma e outros, estão registrados no meu Wiki.
Após vários dias chovendo, dificultando as brincadeiras no espaço ao ar livre, o sol voltou a brilhar, na quarta-feira, os alunos puderam passear e brincar na praça municipal, estavam felizes. Outro motivo para tanta emoção ao retornar a escola, o encontro com o “Coelhinho”. Que maravilha, esta fase encantada da vida.
Então, refletindo sobre PEAD, o estágio, posso afirmar que muitos foram e continuam sendo os desafios, as superações, ..., com certeza este será mais um. Estou procurando dar o melhor que posso, nesta difícil, porém bela arte de aprender e ensinar.
28 de março de 2010
Desafios X Estágio
Logo, não poderia deixar de citar as mudanças ocorridas na minha vida pessoal, acadêmica e profissional, implicando que o caminho da escola por mim descrito quando iniciou o PEAD, não seja mais o mesmo.
Esta etapa do PEAD representa, para mim, um grande desafio, pois escolhi estágio com a modalidade de ensino Educação Infantil – Jardim I, que será uma experiência totalmente nova. O estágio será realizado na Escola Municipal de Educação Infantil Menino Jesus de Praga, no Município de Terra de Areia.
28 de novembro de 2009
Reflexões sobre as minhas aprendizagens
Freinet chamou a pedagogia do bom senso do trabalho e do êxito. “O essencial era valorizar a livre expressão dos alunos”. (Revista Nova Escola, Edição 139. Janeiro 2001) Assim Freinet acreditava que a escola formaria cidadãos autônomos e cooperativos.
A partir destas colocações e de outros autores estudadas neste semestre como Comênio “O Pai da Didática” tive a oportunidade de refletir sobre as marcas destas práticas muitas vezes humilhantes. As heranças de Comênio ainda estão presentes no nosso cotidiano escolar, como o respeito “a capacidade de compreensão do aluno”. (Doll, Johannes, ROSA, Russel Terezinha Dutra) A metodologia tem história.
Outro aspecto importante trabalhado neste semestre foi o planejamento, articulado com o Seminário Integrador VII com a Linguagem e Educação e com Didática, Planejamento e Avaliação, quando aprofundamos nossos conhecimentos sobre projetos de aprendizagem que partem da questão norteadora levando em consideração os conhecimentos prévios dos alunos e a participação ativa no desenvolvimento do processo é característica deste método. “Que se configuram como uma situação aberta, desestabilizadora, cujos caminhos e resultados não são pré determinados e nem conhecidos de antemão pelos docentes”. (Iris Elisabeth Tempel Costa e Beatriz Corso Magdalena) Revisitando os projetos de aprendizagem em tempos de Web 2.0.
É um trabalho inovador e desafiador, para alunos e professores a aplicação dos projetos de aprendizagem porque partem dos interesses, das curiosidades e dos questionamentos trazidos pelos alunos cabendo ao professor intervir com reflexões que despertem a autonomia e a busca por informações que agreguem novos conhecimentos ou modificações do que se acreditava como verdadeiramente correto.
Na EJA os conceitos de letramento e alfabetização estudados também em Linguagem e Educação se complementam, sendo que na EJA são abordados aspectos que envolvem práticas pedagógicas de alunos jovens e adultos que buscam ou retomam a escola tardiamente, mas ambas disciplinas apresentam aspectos relacionados a contextualização ao saberes prévios, a leitura do mundo concebida por Paulo Freire para tornar através da educação emancipadora o indivíduo mais crítico e reflexivo para atuar na sociedade.
O professor da EJA necessita preparação especial para trabalhar com esta modalidade de ensino, tendo o cuidado de não infantilizar os conteúdos. O adulto traz consigo uma história longa de experiências e reflexões sobre o mundo. “O adulto está inserido no mundo do trabalho e das relações interpessoais de um modo diferente da criança e do adolescente” Marta Koll de Oliveira.
A reflexão sobre o planejamento como uma ação pedagógica embasada em referenciais teóricos possibilitaram reconhecer que as produções ao longo de minha carreira estiveram direcionadas para determinados autores, embora não identificava esses fundamentos porque não possuía os conhecimentos suficientes para argumentar a escolha de determinadas atividades ao elaborar meus planos de aula, o que contemplou durante este semestre com a análise dos textos que abordaram a prática de leitura, escrita e oralidade na educação.
A interdisciplina de Libras nos colocou em contato direto com a Língua Brasileira de Sinais. Na aula presencial com a professora Caroline e ao longo do semestre conheci aspectos importantes sobre a história dos surdos a cultura e a comunidade surda, as dificuldades enfrentadas como mostraram os vídeos “Seu nome é Jonas” e o “Menino Selvagem” assim como as possibilidades de integração na sociedade e interagir através de Libras.
15 de novembro de 2009
Linguagen
Neste sentido sabemos que não podemos ignorar os diferentes meios de comunicação: TV, internet, materiais de leitura (jornais, revista, livros), filmes, vídeos, ilustrações, aspectos visuais e outros. O uso destas tecnologias permeiam o mundo contribuindo para o enriquecimento do olhar e da imaginação. A escola, por sua vez esta imersa neste contexto em maior ou menor grau de intensidade de acordo com sua realidade.
Diante disso, cabe ao professor estar atento a este cenário marcado pela diversidade cultural, permitir condições para que o aluno possa encarar as diferentes práticas sociais da leitura e da escrita e principalmente estar aberto as modificações para saber conduzi-las em sua prática cotidiana.
“Refletindo sobre as características da sociedade global, bem como sobre as implicações desse ‘novo’ modo de vida, podemos nos perguntar a respeito do trabalho com oralidade, leitura e escrita na escola em função dos novos discursos que se impõe como ‘desafios contemporâneos’”. (Della Zen; Trindade, 2002: 4)
Obs.: Reformulação da postagem feita em 24 de outubro de 2009, conforme os questionamentos da Tutora Rosângela.
3 de novembro de 2009
Reflexões sobre EJA
O papel do professor não é impor a visão que tem de mundo, mas dialogar com os alunos e não para os alunos com aulas discursivas e evasivas, onde o aluno se sente ainda mais deslocado e incapacitado de aprender.
Compreendi ainda que o planejamento é um processo que se encaminha a partir dos conhecimentos que o aluno já possui para o crescimento e a transformação do saber mais sistematizado e organizado.
No texto de Marta Kohl de Oliveira: Jovens e adultos como sujeitos de conhecimentos e aprendizagem, p. 62: “Muitas vezes a linguagem escolar mostrou ser o maior obstáculo à aprendizagem do que o próprio conteúdo”. “O modo de se fazer as coisas na escola é específico da própria escola e aprendido em seu interior. (p. 62)
Na escola há o emprego particular da linguagem: as ordens, os enunciados das atividades e as instruções para serem seguidas não são compreendidas porque não fazem parte do seu uso cotidiano dos educandos.
Para vincular e conectar os conteúdos das aulas da EJA com a realidade é importante oportunizar aos alunos, trazer para a escola as informações produzidas por inúmeras fontes no dia a dia como subsidio para trabalhar com temas geradores, para enriquecer e integrar os conhecimentos prévios e o teórico aprofundamento na escola, conforme Paulo Freire em seu livro: Pedagogia do Oprimido.
No ensino da EJA os professores e alunos devem refletir sobre as relações que existem entre a teoria e o contexto de vida, se realmente esta ajudando a compreender a sociedade na qual vivem.
31 de outubro de 2009
Projetos de Aprendizagem
Se referindo a postura tradicional onde o professor é pressionado a cumprir a lista de conteúdos, do programa, do que o aluno precisa para série seguinte, dos pais (por exemplo, nas séries iniciais é comum a reclamação dos pais se os filhos não aparecem em casa com lições em seus cadernos) preparar para o vestibular...Recaindo sobre a reprodução de conteúdos previstos e de metodologias resumidas a aula expositiva, onde predomina a fala do professor.
Neste contexto reprodutor não há efetiva interação e envolvimento do aluno da construção significativa de sua aprendizagem.
Então, na metodologia que trabalha com PA’s o professor realiza um trabalho voltado para os interesses de seus alunos, acredita em suas potencialidades, e estes por sua vez têm possibilidades de participar ativamente da construção e desenvolvimento, podem intervir em situações reais, ajuda tomar consciência do que esta acontecendo com ele, passando a produzir o conhecimento pela interação com a realidade a exercer sua iniciativa, criatividade, reflexão e tomar consciência do valor de suas decisões na construção de sua autonomia.
Libras
Diante disso vimos que a linguagem de sinais é vista como uma língua plena, complexa capaz de expressar tanto quanto qualquer língua falada, sendo uma das principais características que define o pertencimento a uma comunidade surda.
Então, com base nas leituras, filmes e nos estudos esta interdisciplina percebo o quando o tema é interessante, precisa ser conhecido e compreendido, pois a comunicação ocorre através de expressões faciais, corporais, sinais, gestos.
Importante ainda destacar que o uso das tecnologias pode facilitar a comunicação entre os membros das comunidades surdas. Logo, as pessoas surdas podem fazer tudo, exceto ouvir, sendo apenas um desvio.
Didática
Surgiram outras propostas de organização destes conteúdos em torno de um assunto: centro de interesses, projetos, eixos temáticos, temas geradores são propostas que são baseadas em concepções globalizadoras e interdisciplinares.
Desta forma aumenta a participação e a decisão do aluno na escola, bem como na sociedade quando a organização dos conteúdos abre espaço para ouvir o aluno, suas curiosidades, seus interesses, levando em consideração seus conhecimentos prévios, seus níveis de conhecimento, seus ritmos, o trabalho com conteúdos culturais relevantes e a integração de conteúdos que são objetos de atenção em diversas áreas do conhecimento.
Quando trabalhamos em sala de aula com disciplinas justa postas não há muitas vezes nexos entre elas, também o limite no horário previsto e a disciplina mudando dejavascript:void(0) foco, de atenção, o que aumenta as dificuldades de aprendizagem de dar continuidade a um trabalho iniciado e a fragmentação do saber.
LINGUAGEM E EDUCAÇÃO
“Situações em que a escrita constitui parte essencial para fazer sentido da situação, tanto em relação a interação entre os participantes, como em relação aos processos e estratégias interpretativas”, Kleiman.
Diante desta afirmativa não podemos desconsiderar as práticas sociais de leitura e escrita. Por exemplo, contar ou ler uma historinha para um criança para que durma faz parte do letramento, pois dá significado a escrita e pode favorecer o desenvolvimento da linguagem oral quando envolvemos a criança com questionamentos para interpretar a narrativa.
Muitas vezes pratiquei com meus familiares estas atividades sem ter conhecimento de que são formas de letramento, desta maneira integra em sua oralidade características da oralidade letrada. Portanto ela pode ser considerada letrada antes mesmo de ser alfabetizada quando ocorre a aquisição do sistema da escrita e da leitura.
Na escola ainda há muita preocupação com a alfabetização e não com o letramento, prática social, as vivências do aluno em seu contexto social em que tem contato com diferentes situações de leitura e de oralidade não são devidamente valorizadas. Há destaque do saber e expressar e da escrita formal distanciando a língua escrita e a língua oral eu gera conflitos, pois apresentam funções sociais diferentes e em um contexto que tem uma realidade histórica também diferenciada, o professor precisa diagnosticar os conhecimentos prévios que seus alunos possuem sobre o mundo letrado em que está inserido. Neste sentido a escola deve possibilitar a iniciação e formação de leitores e ouvintes, das múltiplas linguagens e de diversidade de gêneros textuais para ampliar seu mundo letrado.
24 de outubro de 2009
Linguagem
Os adultos influenciam nas atitudes e ações tomadas pelas crianças e jovens no seu dia a dia, seja no espaço familiar, escolar e social.
Neste sentido sabemos que não podemos ignorar os diferentes meios de comunicação: TV, internet, materiais de leitura (jornais, revista, livros), filmes, vídeos, ilustrações, aspectos visuais e outros. O uso destas tecnologias criadas pelo próprio homem, pela imagem, palavras permeiam o mundo contribuindo para o enriquecimento do olhar e da imaginação.
A escola, por sua vez esta imersa neste contexto em maior ou menor grau de intensidade de acordo com sua realidade.
No texto “A leitura a escrita e a oralidade, como artefatos culturais” de Della Zen; Trindade, 2002 “...ainda gostaria de salientar a pertinência de discussões mais amplas a respeito dos discursos, planejamento, avaliação e seus desdobramentos no contexto escolar enquanto reguladores de nossas expectativas em torno da leitura, escrita e oralidade em sala de aula”.
Diante disso cabe ao professor estar atento a este cenário marcado pela diversidade cultural, permitir condições para que o aluno possa encarar as diferentes práticas sociais da leitura e da escrita.
14 de junho de 2009
(Re) Construindo Conceitos Piagetianos
Entendimento sobre Kant
Civilização Educação e Barbárie
Este texto me faz refletir o contexto que vivemos e a ação do ser humano sobre este. Certamente a escolaridade, a educação, a classe social, política e econômica, a etnia, o gênero, entre outros são fatores determinantes na formação do ser humano, basta olhar ao nosso redor.
Penso que a globalização tem contribuído para continuar com a barbárie especialmente no que diz respeito a espécie do ser humano devido a pressão da sociedade, marcado pelo progresso tecnicista. É percebível a super valorização do ter e não do ser.
Estamos passando por crise total, geral, do ser humano onde os valores estão sendo substituídos pela materialidade ao invés da existencialidade, daí a importância do ser humano iniciar pelo autoconhecimento, isto é, conhecer-se primeiramente a si mesmo, quem ele é, um ser frágil com uma missão que é diferente dos demais, único, complexo, que possui razão, emoção, afetividade, que pode transformar o meio em que vive e que com consciência de si mesmo por meio da reflexão pode pensar criticamente as suas dimensões, tentar compreender as do outro, não aceitar como óbvias, evidentes as idéias, os valores, os comportamentos, e passar a ter atitudes críticas, negativas (dizer não aos preconceitos estabelecidos), positivamente questionar o “por que” das coisas.
Nesse sentido o texto cita que:
“(...) como mostra a psicologia profunda os caracteres em geral mesmo os que no decorrer da existência chegam a perpetrar os crimes, já se formam na primeira infância uma educação que queira evitar a reincidência haverá de centrar-se na primeira infância (...)”
Diante disto vemos a importância do trabalho desenvolvido na primeira infância, onde a criança, hoje, desde seus primeiros meses de vida passa grande parte do seu tempo em creches, escolas de educação infantil, sendo este local um espaço de grande influência na sua formação como pessoa.
Considerando que vivemos num mundo onde é percebível a aceleração do desenvolvimento da ciência através da industrialização, das técnicas, da comercialização e dos meios de comunicação massificantes; por que ainda se fazem muitas vítimas em nosso meio?
Concluindo, para evitar que esta barbárie continue se repetindo, a educação deveria andar junto com a filosofia, psicologia, antropologia entre outras ciências possibilitando ao homem a reflexão sobre a sua existência e a dimensão desta no mundo.
Obs.: Trabalho realizado na interdisciplina de Filosofia da Educação
Índios
O aspecto indígena brasileiro da atualidade é outra questão a ser tratada com atenção, o texto por sua vez abrange o questionamento de forma bastante detalhada usando de conceitos antes desconhecidos por mim. O sentido de caboclo como aquele que nega sua origem nativa, bem como, o processo de reafirmação de identidade indígena foram outros conceitos trabalhos e de grande proveito.
Diversidade Cultural
Vale destacar o interesse de alunos afro-descentes participarem de atividades sociais extra classe na escola como o esporte, a música, teatro, banda, são normalmente atuantes e prestativos. Penso que ainda existe uma carga na memória do povo muito expressiva em relação à diversidade, as etnias, aos preconceitos, é preciso rever atitude, ser mais tolerantes, ver a diversidade como algo normal, não apenas o biológico, mas o cultural, agregar conhecimentos e aprendizagens, não usar de forma a despertar no próximo um sentimento discriminatório, pois todos os segmentos são importantes no processo de educação. Acredito que a educação seja uma das portas para se trabalhar esta questão.
Reflexão Teoria/Prática/Significar a Educação
É importante destacar que ao trabalhar em sala de aula com PA’s o professor estará despertando o interesse do aluno a partir de suas vivências, da contextualização, com isso usar o conhecimento adquirido na escola para resolver situações no cotidiano de acordo com o seu tempo.
É percebível que as práticas pedagógicas na sua maioria estão distanciadas das reais necessidades do ser humano. Existe uma distância entre o conhecimento acadêmico e a adequação nas vivências cotidianas. É preciso conhecer o perfil do aluno para adequar conteúdos curriculares, práticas pedagógicas, procurando reduzir o distanciamento entre a teoria e a prática, re-significar os conteúdos, utilizando o conhecimento escolar para a vida.
Com base no contexto, nos problemas e interesses dos alunos, provocar o desejo de pesquisar, questionar, conhecer, aprender...adequando desta forma a proposta curricular ao mundo digital, globalizado e aos efeitos tecnológicos que vivenciamos na atualidade.
13 de junho de 2009
REFLEXOES SOBRE A MORALIDADE A PARTIR DE UMA VIVÊNCIA REAL
1 de maio de 2009
Questão racial
Análise PA _ atividade III
Considerando esta metodologia de projetos de aprendizagem que visa provocar no aluno uma experiência de pesquisa conforme seus interesses, e que estes estejam envolvidos na construção de suas aprendizagens é algo desafiador, devido ser esse um tipo de trabalho não muito comum, usado conhecido pelas escolas e aplicado em sala de aula. Haverá num primeiro momento resistências por parte dos alunos e até certa dificuldade de elaboração, porém, o resultado deste tipo de trabalho é sólido, visto que pressupõem partir de questões de interesses do educando.
O envolvimento do aluno no processo se dará de forma individual e coletiva considerando ser um trabalho em grupo gerando a inclusão, a interdisciplinariedade, dependendo do foco de interesse, proporcionando desta forma ao aluno a construção do conhecimento pessoal através da interação, da ação, da pesquisa, da busca de respostas.
É importante que o professor desperte a motivação para que se sintam envolvidos na proposta de trabalho.
Preconceito X Cultura
O desafio está no problema da discriminação da espécie humana, seja pelo gênero, origem, étnica ou cultural (descriminação dos grupos não brancos e de raízes culturais não européias) pela religião, pela capacidade física ou mental (pessoas portadoras de deficiência, idade, sexo entre outras).
A discriminação e a intolerância se fundamentam nos preconceitos e estereótipos enraizados e produzidos pela nossa cultura.
Nascemos dentro de um grupo étnico particular em um espaço específico com costumes peculiares. Ao longo de nossa existência, desenvolvemos crenças, religiões, opiniões, orientações intelectuais, políticas as quais constituem a nossa personalidade. Essas diferenças formam nossa identidade como pessoas, como singulares, consequentemente constituem diversidade da vida humana em sociedade.
Por isso as diferenças são legítimas e surgem das características próprias de cada indivíduo. Deveriam no mínimo serem respeitadas. Desta forma ninguém e mais ou menos humano que o outro. Perceber que as diferenças culturais são inerentes aos humanos, através disto promover a integração, a igualdade social, sendo a escola um dos caminhos que isso se concretize.
DESAFIO X INCLUSÃO
O ato de incluir supõe superação dos preconceitos, mudanças de concepções, atitudes e trabalho coletivo, é necessário somar esforços, lutar, buscar os direitos legais desses indivíduos que enfrentam a diversidade política, social, educacional e econômica. São pessoas querendo oportunidades de se preparar para o convívio social movidas pelo desejo de serem cidadãos.
Para que a escola cumpra seu papel é fundamental acreditar nas diferentes possibilidades do ser humano, respeitar o ritmo próprio de cada um, pois cada um é único, singular. Cabe a escola em seu modelo pedagógico abrir espaço permanente de debates, de formação, de troca de experiências, de articulação com a sociedade, reivindicando dos órgãos governamentais que as políticas públicas sejam efetivamente postas em prática.
O desafio perpassa por nós, é necessário redefinirmos nossos conceitos, nossas concepções, nossas atitudes e principalmente a “ação” ou continuaremos fazendo ainda mais vítimas. A inclusão social é uma questão inquietante e questionadora, a escola, a sociedade não podem mais continuar fingindo que incluem. Na prática o processo de inclusão não é tão simples e fácil, por outro lado percebe-se com mais lentidão, mas que estão sendo oferecidas possibilidades de alternativas de inclusão nos diferentes segmentos da sociedade.
30 de abril de 2009
O dilema do antropólogo frances
29 de março de 2009
Reflexão sobre Projeto de Aprendizagem
o aluno constrói seu conhecimento com participação e envolvimento efetivos.
Ao propormos um Projeto de Aprendizagem, onde os alunos a partir de seus interesses, curiosidades, passam a construir seu conhecimento, possibilitando a pesquisa de campo, formulando hipóteses, sem certezas prontas, com certezas provisórias, dúvidas, questionamentos, entrevistas, fazendo uso de uma metodologia... sob a orientação do professor.
Esta forma de construir conhecimento, abre novos caminhos, onde o aluno passa a ser coadjuvante na construção do seu conhecimento, saindo do senso comum para construir o conhecimento cientifico.
Deficiência: Inclusão X Exclusão X Sociedade
Sem dúvida esta questão é relevante e desafiadora para a família, escola, sociedade, Poder Público na medida que ao longo da história as pessoas com deficiências foram consideradas inúteis, improdutivas, abandonadas pelas suas famílias, isoladas em instituições, faziam uso da mitologia para explicar e justificar a deficiência física e mental.
Vale destacar que existem vários tipos de deficiência como: mentais, visuais, auditivas, físicas, sensoriais, motoras...
Nos situando na forma e organização da sociedade a qual estamos inseridos onde a exclusão social é percebível excluindo de muitas formas sejam por questões financeiras, gênero, raça, etnia..., a sociedade foi produzindo um modelo de pessoa-ideal, muitas pessoas não se encaixam neste padrão correndo assim o risco de serem excluídas na educação (escola), no trabalho, no acesso as políticas básicas impedidas muitas vezes de usar seus direitos de ir e vir. A maioria das pessoas com deficiência não tem acesso a educação que lhes é merecida, a locomoção, a um transporte de qualidade, ao lazer, a recreação, turismo, a circulação em geral.
Rótulos, classificações, contribuem para aumentar o preconceito tornando a deficiência um sinônimo de incapacidade.
Creio que através das Políticas Públicas e da educação inclusiva que exige profissionais qualificados, através da capacitação permanente, infra-estrutura adequada, condições de acesso e permanência a escola seja uma das vias assim como, ações preventivas na área da saúde venham somar-se contribuindo para a promoção da autonomia das pessoas com deficiência, assegurando a garantia de seus direitos individuais e sociais.
29 de novembro de 2008
Reflexão sobre as aprendizagens nas interdisciplinas do eixo V
Além dos textos propostos nas interdisciplinas precisei recorrer a outro autores e leituras para assimilar com mais clareza determinados conceitos, essas exigiram maior tempo de dedicação, e assim poder realizar as atividades propostas.
As interdisciplinas possibilitaram uma reflexão mais aprofundada acerca “Da Instituição Escola Pública” sob a égide legal. Através da gestão democrática chegar a escola ideal.
Rever os diferentes momentos históricos políticos, sociais e as diversas Leis da educação é de suma importância para nos situarmos no contexto atual onde vivemos numa sociedade em que são marcantes as influências legadas pelo sistema político vigente que continua nas mãos dos interesses das classes dominantes.
Ao ler o Parecer CEB nº4, e 29 de janeiro de1998 – Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental – Relatório da Conselheira Regina Alcântara de Assis III Decisão da Câmara. Este parecer versa sobre a atual LDB 9394/96 e efetivamente como deveria ser posta em prática nas instituições de ensino, me refiro aqui ao Ensino Fundamental o qual trabalhei durante a minha carreira profissional.
Ao analisar este Parecer esta diretamente relacionado com o que foi proposto nas interdisciplinas deste semestre.
Embora a Lei ofereça possibilidades para uma escola ideal, as mudanças no cotidiano escolar estão se desenvolvendo num processo muito lento passando por adaptações, assim como vê-se a necessidade dos profissionais da educação se apropriarem destes conhecimentos e mudanças para repensar sua prática educativa em sala de aula e conseqüentemente contribuir na formação de indivíduos pensantes, críticos, autônomos... e o papel da escola na construção dessa sociedade.
Na escola em que trabalhei a organização curricular se dava de forma seriada, sendo acentuada a forma tradicional de trabalho. Alguns projetos (Seminário de Teatro, dança, valorização da vida, reciclagem do lixo) desenvolvidos são construídos com certas divergências e alguns conflitos as vezes predominando a subjetividade de alguns professores. Estas atividades procuram integrar toda comunidade escolar (professores, alunos, pais, funcionários, Conselho Escolar, comunidade em geral, Igrejas, parcerias com SMEC do município de Itati e outras parcerias com municípios vizinhos). O PPP, Regimento Escolar, planos de estudo e de trabalho norteiam as atividades desenvolvidas. Alguns aspectos como avaliação dos alunos, da instituição a adequação da própria legislação devem ser revistos e debatidos para se obter melhores resultados quanto ao processo de aprendizagem dos alunos.
A escolha do diretor se processa através da eleição conforme a Lei Estadual 10.576/95 da Gestão Democrática, onde existe abertura, transparência e ética. De acordo com o contexto onde a escola esta inserida sempre se buscou a participação coletiva nas ações realizadas.
A interdisciplina psicologia da vida adulta foi de grande valia, as leituras segundo Erikson “As fases do desenvolvimento humano”, Maturana no texto “As transformações na convivência” assim como os projetos socializados fizeram-me refletir sobre o papel e a influência do professor na educação e uma observação mais profunda sobre mim.
Quanto a interdisciplina Seminário Integrador V e Projetos de Aprendizagem tivemos a oportunidade de construir o conhecimento a partir das reais necessidades nossas ou de nossos alunos usando diferentes tipos de recursos (CmapTools, entrevistas, diferentes ambientes virtuais e outros). Compartilhando de informações, interagindo com grupos de forma coletiva, fazendo uso da investigação, acompanhando, refazendo e avaliando o processo do desenvolvimento da pesquisa, da proposta retomando sempre que necessário. Esse trabalho contribuiu de forma significativa para minha formação frente as novas exigências, ao contexto educacional, cultural e social.
Consciente de que é preciso retomar o projeto revendo os dados, trabalhar em cima de argumentação e evidências será dado continuidade, conforme orientações, no próximo semestre.
“No andar se definem os novos passos e os caminhos se fazem no caminhar” (Marques: 1999, p. 179)
22 de novembro de 2008
Processo de democratização
Por fim transcrevo aqui parte uma reflexão que fora postada na interdisciplina: “Gerir passou então a ter um significado não apenas administrativo, burocrático, mas que vai além, considerar o ser humano e o seu contexto. A democratização vem buscar o ideal de participação e a vontade de fazer uma escola melhor, abrangendo a diversidade da sociedade e seus objetivos, trazendo esta visão para dentro da realidade escolar. Porém, não podemos negar que este é um processo em construção, que já ganhou um bom espaço, mas ainda em construção. Democratizar é senão reunir opiniões para dividir dever e responsabilidades nas decisões.
Não podemos negar que a sociedade tem passado por diversas modificações e que a escola pode estar deixando a desejar. Penso que esta busca da sociedade para o cotidiano escolar venha também somar para que esta adaptação seja realmente possível.”
8 de novembro de 2008
O trabalho docente e a pedagogia
Tardif vê a escola como um ambiente dotado de diferenças e de seres individuais. Outro tópico é a necessidade de se adequar de tentar chegar a um objetivo comum, em síntese um autor que encara as coisas sem utopia ou futurismos.
Projeto de Psicologia - Amor -
Primeiramente dizer que o trabalho tem como objetivo definir parcialmente “um conceito cada vez mais abstrato, que envolve sentimentos, também procura compreender o que é considerado um grande amor, se realmente existe e porque a maioria das pessoas não ficam com seu ‘grande’ amor.
O amor pode ser apresentado de diversas maneiras: amor físico, amor platônico, amor materno, amor a Deus, amor a vida...E o tipo do amor que tem relação com o caráter da própria pessoa da própria pessoa e a motiva a amar.
Segundo a Psicologia tem sido objeto de estudo nas mais diversas linhas de abordagens, entre elas o de natureza romântica, muitos teóricos se questionam se há possibilidade de existir uma definição unificada par ao amor que passa a abarcar sua variedade de conceitos e representações. Nas palavras de Lázaro, talvez isso não seja possível, dado que para o autor não há dois amores iguais. Desta forma, pode se analisar o amor pelos mais variados prismas, pois, talvez em cada ser humano exista um amor diferente do outro (Lee, 1988; Amélio, 2001).
A compreensão de fatores psicológicos e sociais acerca da concepção do amor favorece não só o entendimento das dinâmicas amorosas mas pode ser uma forma de proporcionar a ampliação da qualidade e satisfação dos membros de uma díade amorosa.
“O amor” segundo a medicina (Duminil, 1985) levanta alguma questões na definição do amor como afeição melancólica. Ao identificar a causa do amor o mal não poderia mais ser chamado de melancolia. O amor parece ser um problema não curável seu único remédio encontrar-se em si mesmo.
É conseqüência de atitudes características pessoais, histórias de vidas e encontros com outro. Em sempre se apresentam e, sempre se apresentará como desejo universal de todo ser humano.
PPP e Regimento Escolar
O processo de planejamento é um tanto complexo. Porque a realidade é complexa.
O PPP é o eixo condutor do que fazer da escola, organiza o tipo de ação educativa que se quer realizar a partir da leitura da realidade.
Partindo da análise da escola que temos, suas necessidade planejar coletivamente, através da articulação e envolvimento dos diferentes segmentos (professores, pais, alunos, comunidade) o que se deseja alcançar.
A "alma" da escola se escreve nestes documentos – PPP e Regimento Escolar – um complementa o outro embasados em princípios e diretrizes para construir uma escola democrática de qualidade transformadora, levando em consideração os valores humanos, incentivando o educando a perceber-se responsável pela sua história de vida.
Estes documentos originam os planos de estudos e de trabalho do professor. Podemos conhecer a instituição educacional principalmente se temos a possibilidade de comparação com a sua realidade prática, mesmo que nem sempre é possível se equiparar a realidade.
Enfim, foi de grande valia para meu ampliar meu conhecimento prático e principalmente teórico, a retomada desses temas.
28 de setembro de 2008
Reflexões sobre a vida adulta
O que se passa com adultos e jovens? Que idade é essa marcada por belezas, encantos, desencantos, intimidades, isolamentos, compromissos e infidelidades realizações e desistências de sonhos, criações e destruições? Por que tantas pessoas, entre 20 e 40 anos parecem viver em “cavernas” (Saramago, 2000). (Bollas, 2000) ou vivendo vidas que não são as suas (Martin, 1990, Person 1997) e não na realidade? Uma coisa é viver a vida de um personagem que se pensa ser, outra bem diferente, é viver a vida da pessoa que se é.
Conforme as citações dos autores esta fase da vida se desenvolve dentro deste cenário. É um período importante caracterizada pela maturidade, vive-se em constante transformações, aprendizagens, ajustes, consigo, com o meio.
E saber encarar com a responsabilidade os desafios, conflitos, que surgem nesta fase de vida, nem sempre viver o personagem que pensamos sendo mais comum e real o personagem que somos.
Dominações presentes na sociedade
Nas relações entre dominantes e dominados esta segunda se funda na legitimidade com bases jurídicas.
Outrossim são evidentes os três tipos puros de dominação citados no artigo a legal, a tradicional e a carismática.
A dominação legal é a lei ou regulamento, tendo como base a dominação burocrática, onde seus líderes são escolhidos via eleição, obedecendo regras estabelecidas em seu regimento. Sendo assim após análise da realidade a escola onde atuo é visível a dominação legal.
A dominação tradicional é aquela que a presença do patriarca é quem ordena, é o senhor, e quem obedece são os súditos, onde estes são escolhidos por ele, pessoas de sua confiança, familiares, parentes, amigos pessoais, partidários, ligados por um vínculo de fidelidade, sendo o meio social submetido a quem domina.
A dominação carismática é resultado da ação do carisma, considerando como característica própria o dom existente na pessoa. Sua autoridade se baseia na crença, reconhecido como profeta, herói, autoritário e dominador. É visível a capacidade de influencia na comunidade desse tipo de líder pela representação e ação no meio em que convive.
Com isso pude refletir e compreender a cerca dos tipos de dominações existentes em nossa sociedade. Conforme a organização da educação através da escola pode servir a estes tipos de dominações e consequentemente interferir no meio.
Creio que a idéia do texto é repensarmos os valores básicos da sociedade tão esquecidos atualmente, não anular o papel da sociedade na formação do indivíduo e ter noção de ser formador a partir do meio que vive (como coloca Durkheim quando se refere a transformação que este sofre em função da sociedade), e ao mesmo tempo relembrar que a sociedade esta sempre em mudanças, assim devemos acompanhar e estarmos preparados para com estas, como profissionais da educação que somos. A sociedade se relaciona com o indivíduo ao mesmo tempo em que é responsável pela formação.
Devemos levar em consideração que existe o ser individual (Durkheim) e o ser coletivo.
Contribuições de Paulo Freire
A trajetória da vida de Paulo Freire como estudante e como educador nos deixou desafios e sonhos possíveis de transformação.
Propõe em suas cartas e textos, qualidades indispensáveis ao professor, vai desafiando a conquistar tais qualidades ao longo de nossa vida.
Apresenta indicações que qualificam as relações em nossa ação como educadores e a relação com os educandos. Desafia-nos ao processo de formação permanente que ensinar exige alegria e esperança, que não há mudanças sem riscos, que precisamos ousar para mudar. O medo deve dar lugar a esperança e a coragem. Trata de exigência necessária do posicionamento firme quanto a possibilidade de transformação da realidade em justa e excludente que ai esta, sendo possível estas mudanças a partir de nossas crenças, interesses, a partir da nossa prática pedagógica cotidiana na escola.
Essas práticas implicam na (re)organização administrativa e curricular da escola, onde essa deve estar aberta a participação de todos os segmentos que a compõem, ser flexível, com regras, decisões, controles e execução discutidos pela comunidade escolar, visando corrigir os desequilíbrios, injustiças sociais existentes. Dando lugar a construção de uma vida digna.
Quem, como eu, teve contato com uma escola dirigida pelos métodos mais antigos, pode hoje fazer este comparativo e ter uma visão bem clara das diferenças. Atualmente, na escola em que atuo, podemos contar com a ajuda e participação de diversos segmentos da comunidade, bem semelhante ao mapa da gestão democrática, temos as dimensões financeira, administrativa, pedagógica (permitindo que a comunidade escolar se envolva com um todo, professores, funcionários, alunos, pais e elejam prioridades administrativas, pedagógicas na aplicação do repasse das verbas, sejam elas do FNDE ou da SEC no cotidiano escolar)
Outro tópico bastante importante desta abordagem é a colocação sobre autonomia que muitas vezes a gestão de uma escola se depara com carências que vão além daquilo que cabe a nossa alçada como gestores resolver. A falta de pessoal, a necessidade de cargos de apoio como orientadores e psicólogos entre outros. Não é que esteja aqui jogando a responsabilidade para outros, ao contrário, gostaria como gestora de poder realizar muito mais, mas me vejo muitas vezes a frente de uma realidade que me impede muitas vezes de fazer cumprir como gostaria a democratização da educação.
O mapeamento para a gestão democrática é em minha opinião muito bem estruturado e talvez por englobar diversas etapas da construção democrática como a colocação de que o ECA ajudou a garantir o acesso e permanência do estudante bem como a LDB foi um avanço democrático significativo, mas do ponto de vista do gestor posso afirmar que talvez o maior benefício tenha sido poder dividir a responsabilidade das decisões, este é um tópico singular no que diz respeito a gestão democrática e deve sim ser muito bem aproveitado pelo gestor: é fazer para comunidade aquilo que melhor lhe convém com o seu aval e sua real participação.
Obs.: Alguns trechos deste texto foram extraídos do trabalho realizado nesta interdisciplina.
Organização e Gestão da Escola
Ter noção das competências de cada esfera do governo para com a educação é imprescindível para que possamos entender a organização hierárquica do meio em que trabalhamos e fizemos parte.
Muitas vezes nos referimos a determinados termos no dia-a-dia e não compreendemos exatamente seu conceito ou sua atribuição, neste sentido as leituras foram interessantes para a efetivação duma compreensão mais clara a cerca do tema em estudo.
Entender sistema de ensino como o conjunto de campos de competência e atribuições voltadas para o desenvolvimento da educação (Farenzena, 2007).
Esta articulação que existe entre o sistema de ensino e ao mesmo tempo em que distribui responsabilidade torna-a uma competência de todas as esferas envolvidas, nomeadas por Farenzena de organização nacional da educação, possibilitando ainda a cada órgão normativo, complementar suas diretrizes sem centralizar as normas nacionais.
Na minha experiência como educadora atuei em escolas municipais e atualmente na rede estadual, percebe-se que fazendo parte do mesmo município cada rede adota suas particularidades, conforme interesses e crenças.
Um marco importante na educação brasileira foi LDB, lei 9394/96, incorporando uma série de possibilidades e inovações pedagógicas, contribuindo para o aperfeiçoamento da relação ensino/aprendizagem, em nosso país.
Quanto ao compromisso com a educação e a descentralização da mesma penso que uma das razões mais pertinentes de ser pensada é termos noção daquilo que nos é garantido e direito nosso por lei. Ver a educação como indispensável ainda é uma questão que esta deixando a desejar em nosso país, não por falta de lei, mas pelo não cumprimento da integralidade e envolvimento pelos órgãos competentes e responsáveis pela execução da mesma no cotidiano.
Projeto de Aprendizagem
Nos reunimos em pequenos grupos elaborando-as e registrando juntamente com o grande grupo.
Na segunda aula presencial novamente nos reunimos em pequenos grupos, porém, desta vez foi preciso fazer escolhas de duas ou três perguntas levando em consideração a pergunta mais produtiva, onde a partir dela poderiam surgir outras perguntas ou respostas interessantes.
Considerando a pergunta produtiva seria possível realizar uma pesquisa e ou um projeto de aprendizagem.
Muitas e variadas perguntas surgiram, foram agrupadas por temas semelhantes, tivemos a possibilidade de fazer escolhas e em grupo dar inicio ao Projeto de Aprendizagem. Dúvidas, poucas certezas sobre o desenvolvimento deste. Vários ambientes virtuais para serem dominados durante a execução do mesmo.
Este trabalho é um tanto complexo, exigindo dedicação especial, domínio, compreensão do que se esta buscando, onde se quer chegar e como chegar.
20 de agosto de 2008
Atividade 3 – Perguntas
Considerando a proposta da Interdisciplina Seminário Integrador V, olhando atentamente as questões, escolhi três delas para comentar. Sendo estas perguntas produtivas ou pouco produtivas.
- Por que achamos que Jesus é um homem branco?
- Por que temos que morrer?
- Por que a supervalorização do ter e não do ser?
A primeira e a segunda questão foram por mim consideradas pouco produtivas, a respeito da primeira questão, parece-me ser uma questão pessoal. De forma que cada indivíduo possui determinadas crenças a respeito de Jesus, não importando a cor. Creio que este assunto não despertaria tanto interesse em aprofundar.
Quanto à segunda parece ser natural, fazendo parte do ciclo da vida. Assim como a anterior não desperta interesse para pesquisa.
Quanto à última questão "Por que a supervalorização do ter e não do ser?”, considero produtiva por se tratar da ética do social de fazer parte do jogo da vida no contexto em que vivemos.
A pesquisa poderia ser aprofundada no que diz respeito da importância do despertar da consciência, dos sentimentos e dos valores humanos. Onde as pessoas se cultivem como seres humanos, responsáveis pelo social, a fim de gerar transformações fundamentais contribuindo na construção do mundo, onde é possível o amor, apesar da árduas batalhas onde o amor é tudo, porém, difícil de ser degustado!
13 de agosto de 2008
9 de agosto de 2008
Organização doTempo - Atividade I
Queridas alunas e alunos,
Estamos no quinto semestre e, com isso, ultrapassamos a barreira do começo. Na verdade, nossa caminhada tem sido construída com vigor, esforço e segurança e fica cada vez mais complexa. Agora, estamos nos encaminhando para o fim, do curso, para o momento em que como professoras graduadas em trabalhar com alunos de 1ª a 4ª série, faremos a real diferença na escola e na educação. Isso significa trabalho aliado ao prazer de aprender.
Percebemos que, aos poucos, uma boa parte de vocês apresentam dificuldades em seguir o ritmo do curso. Por isso, chegou a hora de cada um dar uma boa revisada no gerenciamento do seu tempo. Vale, então, se perguntar:
Afinal, como tenho gerenciado meu tempo? O que eu faço durante uma semana rotineira? Como eu distribuo meu tempo nos três momentos: pessoal, profissional e aluno?
Evidentemente que a objetividade e a sinceridade são condições fundamentais nessa coleta pessoal de dados. Não seria prudente nem produtivo esconder dados de si mesmo, não é verdade?
Para facilitar, retomaremos a tabela que foi construída no primeiro semestre. Coloquem claramente o que fazem.
Muito bom trabalho!
